
Na foto aparecem o ator Humphrey Bougart e Ingrid Bergman em Casablanca, o mais querido de todos os filmes românticos. O filme marcou época.
O filme conta a fuga de um casal da Europa ocupada pelos Nazistas e o Bougart encontra a Ingrid em um bar, os dois relembram os momentos que passaram juntos.
Obviamente é a história de um amor impossível, já que a personagem de Ingrid está casada com outro.
Essa história toda é para contar um fato intrigante e interessante que ocorreu ontem na comunidade.
Foi aberto um tópico por um confrade (melhor não identificá-lo porque ele mesmo apagou) para pedir ajuda da comunidade e enviar para a sua amada, vários recados para a sua namorado, com pedidos para aceitá-lo de volta.
Achei inusitada e ao mesmo tempo corajosa a idéia do tópico, que nos retorna ao ideal do amor romântico e o seu poder como mito.
Hoje de manhã vi um belo filme estrelado pela Meryl Streep, Robert Redford e Klaus Maria Brandauer. Esse filme trata justamente do poder desse mito.
O amor romântico nos faz sentir dono, ao invés de aceitarmos o outro como verdadeiramente é, queremos que esse outro seja exatamente como desejamos. No amor romântico não existe o "eu", mas sim o "nós". E quando ocorre o rompimento, nos sentimos como se uma parte de nós fosse arrancada. A dor então é inevitável.
Para o ilustre Confrade, um poema do Veríssimo:
"Para os erros há perdão;
para os fracassos, chance;
para os amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.
O romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você.
Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando, porque embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."
Luís Fernando Verissimo